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domingo, 22 de maio de 2011

Os Opressores que Adoramos.

Determinadas pessoas passam por nossa vida, odiadas, mas nunca serão esquecidas.
Escrito por Marcus Vinicius de Castro.
Miranda Priestly - Personagem de Meryl Streep


Em algum momento de nossa caminhada Deus permite que encontremos uma figura parecida com Miranda Priestly (Personagem de Meryl Streep no filme O Diabo Veste Prada). Estes seres opressores, arrogantes, prepotentes, que tem uma alta satisfação em submeter e humilhar seus funcionários, são personagens dificeis de esquecer.

Cada momento desta caminha “escrota”, que se chama vida, serve como degraus que somados nos levam a luugares altos. Todo passo, todo momento, acrescenta valores valiosos, mas também se acumulam chagas dolorosas e algumas incuraveis.

Pessoas que consideramos vilões, geralmente são vilões mesmo, mas um ou outro além de nos dá muito trabalho acaba acrescentando algo de bom em nosso baú de tesouros. Discípulos de Miranda, naposição de patrão, professor, ou qualquer posição de autoridade, costumam não facilitar a nossa vida colocando diversos obstaculos, situações delicadas e até mesmo impossiveis para resolvermos. E quando comemoramos emocionados nosso feito a única frase que ouvimos da criatura é “Não fez mais que sua obrigação” e um olhar de tédio.

O que não percebemos de imediato é a grande façanha pessoal que realizamos, ultrapaçando várias barreiras, matando vários leões e até abrindo mão do orgulho. O  melhor de tudo é que essas mirandas passam e deixam uma pessoa bem diferente do que elas encontraram.

Alguns não se permitem vencer algumas etapas da vida travando assim o seu futuro, seu potencial.

E a vida segue, nós crecemos, vencemos, e adivinha o que acontece? Outra Miranda Priestly aparece pronta para nos submeter a sua autoridade mais um pouco e nos fazer avançar um pouco mais. Esses personagens serão sempre odiados mais nunca esquecidos pelo bem que um dia fizeram.



domingo, 15 de maio de 2011

Viagem - Minha Poesia Favorita

Carlinhos Perdigão
Qual a estrada, onde os trilhos
Percorrem o meu caminho?
Qual a razão desta vida
Perante o meu destino?

Estou só, estou preso
No lado claro da lua
Sem visão, cego sem preço
E com Alma nua.

Em cruz ilhado
Esta é uma viagem.
Louco e alucinado
Sonho fora de ordem.

Não há poesia, não há festa
Só arde o desejo
De atirar no que resta,
Antes que seja cedo.

É..., mas nos dias, anos e meses
Sei que tenho este espaço
E com a força dos deuses
Bem sei o que faço.


Carlinhos Perdigão.


Pode ser encontrado na Livraria Cultura - Shopping Varanda Mall - Fortaleza CE

Livro: Fragmentos – poemas e ensaios


O professor de língua portuguesa, instrumentista, produtor cultural e poeta Carlinhos Perdigão lança em 2011 seu primeiro livro. Assim, Perdigão expõe parte de seu trabalho relacionado a poemas, letras de música, ensaios literários e artigos de divulgação científica na obra intitulada Fragmentos, que reúne textos a partir da década de 1980 até os dias atuais.


- LIVRO: “Fragmentos – poemas e ensaios”.

- RELEASE: A obra possui trinta poemas inéditos, com temas que envolvem questões sociais e amorosas, numa mistura entre o “eu poético” do autor e o mundo vivenciado. Além das poesias, há dois ensaios literários aprofundados - um versando sobre as perspectivas semióticas existentes entre o livro e o filme Vidas Secas, respectivamente de Graciliano Ramos e de Nelson Pereira dos Santos, e um outro sobre o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Dentre outros textos, há também um artigo de divulgação científica que problematiza questões relacionadas à leitura - tema de permanente interesse do autor. O livro é todo perpassado por imagens que remetem à musica, com ilustrações da artista plástica Renata Holanda, formada em Belas Artes pela Universidade de Barcelona.


BIOGRAFIA DO AUTOR:

Carlinhos Perdigão, ou Carlos Alberto Ferreira Junior, tem formação em Administração e em Letras. Atua como professor de língua portuguesa, poeta, baterista, produtor e pesquisador cultural. É pós-graduado em Gestão Escolar e mestrando em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela Universidade de Santiago de Compostela/Espanha. Na área da arte-educação, é autor de diversos projetos com circulação constante no Ceará e em outros Estados, tais como: “Seminário de Literatura Brasileira no Cinema”, “Machado de Assis: uma (re)visão a partir de seus contos, poemas e de suas crônicas”, “Literatura em Cena: a palavra na obra A Cartomante, de Machado de Assis”, “O Fantástico Literário de Murilo Rubião”, “Bateria Brasileira”, “Led Zeppelin-Blues: tributo a John Bonham”, “Projeto Cream: tributo a Eric Clapton”, “Poesia, Blues e Rock´n´Roll”, “Força Tropical: uma viagem lítero-musical à Tropicália” e “Meu Canto” e “Poemário Musical”.

domingo, 8 de maio de 2011

Aproveitar o Diferente


Só colocamos à prova o que acreditamos quando conhecemos crenças diferentes,,,, e pessoas diferentes..
Escrito por Marcus Vinicius de Castro

"Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais." 
Bob Marley

Uma boa vantagem que o capitalismo nos proporciona é a enorme satisfação de sermos bem diferentes um do outro.  Nos diferenciamos pela maneira de falar,  vestimenta, gestos, visão, mas temos a incrível oportunidade de termos também uma filosofia de vida bem diferenciada.

Elvira - Anos 80, ao chegar na cidade
de sua falecida tia percebe que é a mais
"estranha do local"
O nosso sistema social tende a ditar algumas formas de comportamento gerais, porém reconhece e da suporte aos indivíduos que não aderem completamente a estes aspectos. Essas pessoas são perfeitos frutos do capitalismo, tendo em vista que o diferente gera admiradores e seguidores. A mídia, por exemplo, se usa destas pessoas para, por interesse, condicionar outras à absorverem esses “personagens” em forma de produtos relacionados. O diferente se torna muito interessante se gerar dinheiro.

Um gay antigamente era abominado por quase todos os segmentos sociais, os “diferentes”, poucos indivíduos declarados, eram perseguidos por fugirem assim do sistema. Atualmente, tudo é diferente. A comunidade gay já é tão extensa que já existe um mercado todo ao seu dispor, e assim gerando dinheiro, eles são tão “diferentes como o todos”.

Boy George - Cantor andrógeno dos anos 80.
Diferente proposta de música e de performance.
O que eu considero mais importande em uma pessoa não convencional é a oportunidade que tenho em absorver informações que no sistema geral não teria como. Aquela tia que fala alto, aquele tio que é rockeiro, aquele primo todo estiloso, aquele amigo da escola que é quase andrógeno: estes não-iguais são parte da beleza de nossa história pessoal, fornecendo assim subsídios para a nossa própria formação.

Não se engane! A pessoa não convencional paga um alto preço por ser assim. Já imaginou o que é estar em um lugar onde todos vestem azul e só você veste vermelho? Essa é mais ou menos a ideia do ser “estranho”. Por ser assim, o individuo é bem mais cobrado, tendo as expectativas com peso dobrado. Vários não suportam essa pressão cedendo das mais diversas formas. O ser diferente só é interessante se for “melhor” do que os iguais, não atendendo à essa exigencia, é considerado praga que só serve, se não, para ser exterminada.

Como eu costumo dizer “Pensar algo diferente é bem mais comum do que você acha” porém ser uma pessoa realmente diferente não é comum e nem fácil. Admire e absorva o que considerar bom nestes personagens, sem preconceito e nem limitações. Seja vivo e viva, seja diferente e faça a diferença.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma Boa Definição de Valores por Nany People

Atingir o Seu Potencial é o Maior dos Seus Deveres

Expectativas externas, de familiares por exemplo, formata os seu deveres?
Escrito por Marcus Vinicius de Castro

“O primeiro dos nossos deveres é pôr a descoberto a nossa ideia do dever.”
Maurice Maeterlinck

Em toda a nossa vida atendemos a diversas expectativas, praticamente já nascemos sabendo de todas as nossas obrigações a longo prazo. Também somos condicionados a realizar aquilo que esperam de nós. Só colocamos à prova essas obrigações impostas quando conhecemos o real conceito da palavra dever, que não vem do geral para o particular. Depois de desvendar esse enigma vem a parte de realiza-lo, que é resolvido durante a vida: como lidar, e de fato atender  esses “deveres”.

A definição de “dever” é “ter de” ,” necessidade ou inevitabilidade”. A partir desta definição já começam a surgir na lembrança aquilo que não se pode fugir: que vai deste a entrega de um trabalho na segunda-feira até ser tão bem sucedido como o pai, por exemplo. Mas não se engane! Este é um conceito muito ingênuo, a descoberta do dever é construída ao longo da sua caminhada: O que você entende que tem que fazer? O que você espera ser? São duas perguntas que podem te ajudar a formar um conceito mais profundo.

Depois de formado, ele será todo dia exposto a diversas informações e experiências que podem sustenta-lo ou te forçar a escolher outros deveres, diferentes dos atuais..

O dever é, tão somente, ser o máximo que você pode ser. O melhor, o maior, o mais diferente, o mais evidente ou até mesmo o mais feliz. Ao único que devemos algo, o próprio potencial, à ti divida eterna, te usarmos com intensidade! À ti sejamos dignos.

Nos Libertemos da Mentalidade do Gueto.

A visão limitada, a visão de gueto, é problema.
Escrito por Marcus Vinicius de Castro


Nany People - Apresentadora e Humorista
A definição de gueto é: local fechado, local pequeno, local de relacionamentos restritos.

Qualquer pessoa que está inserida em um gueto, obrigado ou não, começa a adquirir características deste gueto. Uma gíria, alguns gestos, um costume ou até mesmo uma forma condicionada de pensar, mas todo integrante é contagiado mais profundamente pelo gueto. O grande problema é que determinadas ideias, costumes e afins adquiridas nestes grupos ao longo da vida tem que ser deixadas nos grupos.

Determinados grupos sociais não mostram grandes horizontes, antes limitam relacionamentos e consequentemente, privam o integrante da oportunidade de conhecer novas informações.

Não viver ao máximo as possibilidades gera uma profunda sensação limitante, que à muito cultivada vira um bloqueio psicossocial, travando imediatamente a visão de futuro de um individuo.

Em uma entrevista, Nany People diz que ter mentalidade de favela é perigoso à não ser, somente,  que a pessoa esteja na favela, assim é vantagem. Entendo que costumes e gírias são muito fácil de abrir mão, mas a visão.... Dá um trabalho....

Dê valor as experiências e saiba tirar de cada uma os seus melhores tesouros. O geral não pode sobrepôr o individuo como pensava Durkheim. Os guetos da vida devem ser vividos e abandonados na hora certa. Visão de águia, sempre de cima, sempre geral, sempre fria, é a melhor luz que podemos carregar.


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